quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Faz tempo...

Uhhh como faz tempo que nada escrevo, é, o que já andava meio capenga...caiu de vez...rs
A vida é um tanto engraçada, apesar do humor mórbido que muitas vezes desencadeia...
É impressionante como um simples olhar, um toque de mãos pode mudar todo o curso de uma história; como palavras quase inofensivas podem desencadear danos profundos a memória e as relações futuras de alguém.
Assim, como sentimento supremo, mas altamente castigado pelo fruto do viver: a paixão, o amor é também algo que nos remete a confusões, e nos coloca em xeque cada vez em que percebemos o quão vulneráveis somos a tal sentimento, e como nossa razão muitas vezes nos trai. Sim o domínio do intelecto nos dá uma falsa sensação de controle, de poder, até mesmo de saber. Contudo não revela que nada são além de suposições pré estabelecidas em nossa mente, que desencadeia uma resposta de segurança como consequência quase que inflamatória a esse tal de amor.
Até então você, ali, uma presa fácil, passava despercebida entre uma multidão, era só mais um joão, josé, francisco, maria, teresa; enfim, apenas mais um corpo misturado aquela imensidão de pessoas, porém basta apenas um evento e tudo se trasforma feito magia, um outro ser qualquer passa a ter nome, voz, cheiro. Um cruzamento de olhares, quase uma disputa; olhos fixos se penetram por um segundo e desviam, pronto; toda uma cadeia de reações bioquímicas começam e isso culminará em comportamentos estúpidos e ridículos aos olhares da sociedade, mas que para você fazem todo o sentido e sim, TODA a diferença.
Você luta contra aquilo, por mais que saiba que não há muito o que fazer, mas você insiste, esconde a doçura do olhar em atitudes corriqueiras, evita-o; coma distância a saudade aperta o coração e a revolta contra este sentimento culmina em atitudes precipitadas e muitas vezes grosseiras. Porém basta apenas um toque de mãos, para aquela carapaça de gelo encontrar o sol e todo o mundo se enfeitar de flores, e os mais suaves aromas serem espalhados.
Você observa atentamente o aspecto da pele, dos cabelos; percebe que se identifica com o cheiro da pessoa, ela sempre aparenta frescor de banho, porém suas mãos são quente e capazes de acariciar por horas os seus cabelos, suas mãos, sua face.
Amor, ele te chama, seu coração rapidamente se identifica com o apelido, porém sua razão renega-o com todas as suas armas, você se esconde em um escudo de cristal, se protege contra aquele invasor. Sim é um vírus, logo mais passa, você pensa.
Contudo não passa, o seu coração sofre quieto e se esconde da razão, os dias passam, você não fica aflita com a ausência, mas sabe que não há mais música e que os cheiros não te inebriam mais, na verdade te enjoam, você quer fugir, mas tem que ficar.
Se esconde do mundo, em luto, até os cacos se colarem. Não demora muito é descoberto por outro cheiro, outro toque, outro olhar, e percebe então que o mundo te achou, sente, finalmente o peso que carregava em suas costas e não se dava conta.
E a única coisa que você sabe, é que não sabe o que quer, tudo deve voltar? Tudo deve passar? Sim, você não sabe, você só quer resgatar a paz que encontrou naquele abraço.

Um comentário:

  1. Linda sua palavras minha querida Fer!

    Identificação quase q total (com a distância a saudade aperta o coração e a revolta contra este sentimento culmina em atitudes precipitadas e muitas vezes grosseiras...)

    beijos coraçao
    Jo

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